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Agrônomo brasileiro desenvolve primeira telha hidropônica para cultivo do mundoAgrônomo brasileiro desenvolve primeira telha hidropônica para cultivo do mundo

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Publicado em 06/09/2019, Por Razões para Acreditar

O engenheiro agrônomo Sérgio Rocha adora cultivar trigo, feijão e alface em sua casa: literalmente, o que der na telha. Ele é responsável pela criação da primeira telha hidropônica que se tem notícia, invenção que possibilita cultivar diversos tipos de plantas, como legumes, grãos e verduras.

Há cerca de anos, o engenheiro e a ecóloga Fabiana Scarda trabalham com pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para telhados verdes e jardins suspensos por meio do Instituto Cidade Jardim.

Dezenas de clientes solicitam orçamento para instalação de jardins sobre coberturas com telhas de barro ou fibrocimento, mas é um desafio devido às próprias características desses materiais que não podem receber sobrecarga permanente. De um problema, veio a ideia de criação da Kaatop.

 

Telha hidropônica

O produto é consideravelmente mais leve que a telha comum e promete ser à prova de infiltração, que é um grande receio para muitos.

“Começamos a perceber que as tecnologias existentes são sempre itens a mais na obra -, são revestimentos para lajes e coberturas já impermeabilizadas. Então resolvemos criar um produto que simplificasse a instalação e que de fato pudesse cumprir com a função de uma telha”, afirma Sérgio Rocha.

A Kaatop não precisa de membrana de impermeabilização, pois é vedada pelo próprio encaixe das telhas. O produto foi testado pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e “nenhuma gota, nem com simulação de chuva e vento forte, nem com o sistema interno de irrigação foi constatada”, garante Sérgio.

Segundo o engenheiro agrônomo, todo o sistema é automatizado e o agricultor urbano pode monitorar remotamente a umidade, teor de adubação, consumo de água, temperatura e pH.

 

Cultivo hidropônico

A telha é surpreendente, e permite plantar tomates, abobrinhas e morangos. Mais: com o devido cuidado e clima, é possível garantir arroz, feijão, aveia e até milho no telhado de casa.

Sérgio se diz animado em ir “além do tomatinho cereja e do manjericão” testando cultivos dignos de alimentar a população urbana.

“Queremos ampliar as possibilidades de agricultura urbana. Estamos pensando em grandes culturas e produção em escala de carboidratos, ocupando de forma produtiva esses espaços vazios dentro da cidade”, entusiasma-se. Ele ressalta que como o sistema de cultivo é hidropônico, as possibilidades são infinitas.

O cultivo de sete metros quadrados de plantação realizado na Itália foi suficiente para suprir as necessidades diárias de vegetais frescos para uma pessoa, levando em consideração os 400g por dia recomendados pela FAO. “Dependendo do cultivo, esses números podem ser maiores. Se pensarmos em grandes áreas como um shopping, com 10 mil metros quadrados, teríamos uma produção de duas toneladas em uma safra”, explica.

Ainda com o sistema, será possível cultivar forrações e capins ornamentais, tanto para telhados verdes como para jardins verticais. Tais como: Grama-amendoim, Bulbine e Tradescantia.