A Reforma Tributária já começa a fazer parte da rotina das empresas brasileiras e exige atenção dos empresários para as mudanças previstas nos próximos anos. A transição para o novo modelo ocorre de forma gradual até 2033 e envolve alterações na tributação sobre o consumo, na emissão de documentos fiscais e em obrigações tributárias.
Um dos principais pontos é a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A partir de 2027, PIS e Cofins serão substituídos pela CBS, enquanto ICMS e ISS passarão por uma transição gradual para o IBS. Empresas do Lucro Presumido e do Lucro Real já passam por um período de adaptação em 2026.
As mudanças também chegam ao Simples Nacional. As novas regras preveem a possibilidade de as empresas manterem IBS e CBS dentro do Simples ou optarem pelo recolhimento desses tributos pelo regime regular, permanecendo no regime simplificado para os demais impostos. A escolha pode gerar impactos diferentes conforme o perfil da empresa, seus clientes, fornecedores, custos e fluxo financeiro.
Nesse cenário, planejamento e organização ganham ainda mais relevância. A orientação é que os empresários conheçam seus números, mantenham informações financeiras organizadas e conversem com seus contadores para avaliar os impactos das mudanças e simular diferentes cenários antes de tomar decisões.
Preparação vai além dos impostos
A adaptação também envolve os processos internos das empresas. Sistemas de emissão de notas fiscais precisarão acompanhar as novas regras e estar preparados para as informações relacionadas à CBS e ao IBS. A atualização de softwares, processos fiscais e rotinas internas será importante durante a transição.
Outro aspecto que merece atenção é o perfil dos clientes. Para empresas que vendem principalmente para outras empresas, por exemplo, a geração e o aproveitamento de créditos tributários podem ter um peso relevante na avaliação entre manter IBS e CBS no Simples ou recolhê-los pelo regime regular. Por isso, não existe uma escolha única que seja mais vantajosa para todos os negócios.
Planejamento financeiro como aliado
Mais do que acompanhar as novas regras tributárias, preparar-se para esse cenário passa também por conhecer a realidade financeira da empresa. Informações organizadas sobre faturamento, custos, despesas e clientes contribuem para a comparação de cenários e para decisões baseadas na situação de cada negócio.
Nesse processo, instituições financeiras podem contribuir com soluções e orientação para apoiar a organização e o planejamento financeiro dos negócios. Para o Sicredi, estar próximo dos empreendedores também significa ajudá-los a atravessar momentos de transformação com mais informação e capacidade de planejamento.
A implementação da Reforma Tributária seguirá até 2033. Em 2027, está prevista a extinção de PIS e Cofins e a entrada em vigor da CBS. Entre 2029 e 2032, ICMS e ISS serão reduzidos gradualmente enquanto o IBS assume progressivamente a tributação sobre consumo. A transição deverá ser concluída em 2033.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10 milhões de associados que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.
Fonte e Foto: Assessoria de Comunicação e Marketing Sicredi Altos da Serra RS/SC