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Gaúcha de 18 anos vence feira mundial de ciências e vai virar nome de asteroideGaúcha de 18 anos vence feira mundial de ciências e vai virar nome de asteroide

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Publicado em 27/05/2019, Por Hypeness

A gaúcha Juliana Davoglio, 18 anos, faturou o primeiro lugar na maior feira de ciências e engenharia para jovens cientistas pré-universitários do mundo.

Ela desenvolveu um projeto no nicho das Ciências Materiais. A invenção da estudante envolve o aproveitamento de resíduos que sobram do processo da macadâmia. Juliana utiliza a semente comestível que seria descartada para produzir um material orgânico, que posteriormente pode ser transformado em embalagens e até curativos, substituindo assim o uso de sintéticos.

Nascida em Osório (RS), cidade de 44 mil habitantes no litoral do estado, a pesquisadora iniciou seu estudo quando ingressou no curso de Administração do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul.

Com o auxílio da orientadora Flávia Twardowsky, a dupla realizou testes de verificação da sustentabilidade do produto, além de analisarem aspectos econômicos e sociais da casca da noz e o possível impacto do seu uso industrial para o meio ambiente. Constatou-se que 75% do processamento da macadâmia é resultado de sobras jogadas no lixo.

“Parece mentira. Às vezes eu me belisco para ver se é verdade. É muito difícil representar o Brasil nesta feira. É mais difícil ainda vencer. São projetos legais do mundo inteiro e eu venci em primeiro na minha categoria. Olha, ainda estou sem palavras. É muito indescritível”, disse a jovem ao portal UOL.

Juliana atribui sua vitória na Intel Isef (International Science and Engineering Fair) ao apoio recebido de diversas instituições de ensino brasileiras, como o Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que cedeu o laboratório para estudos.

A jovem concorreu na feira internacional ocorrida em Phoenix, nos EUA, com outros 1.800 participantes, todos com idade entre 15 e 19 anos. Com o primeiro lugar, Juliana faturou um prêmio de 3 mil dólares (R$ 12,5 mil) e poderá nomear um asteroide. Ela só não sabe ainda qual de seus dois sobrenomes será utilizado ainda.

“Fazer pesquisa, viajar, ser reconhecida. Tudo isso foi um mundo de descobertas. Quero estudar forma, mas vou voltar para o Brasil. Sinto que aqui é o meu lugar. Quero continuar sendo pesquisadora e trabalhar com divulgação científica. Eu sei o quanto a educação e a ciência transformaram a minha vida. Quero que outros jovens tenham a oportunidade de conhecer isso.”

Dentre os quase dois mil participantes da edição deste ano do Intel Isef, 28 eram brasileiros. Além de Juliana, outros sete prêmios foram conquistados pelo Brasil, o país mais bem-sucedido da América Latina e décimo colocado na classificação final.

A gaúcha conta que já tem com quem conversar sobre o prêmio e saber como é ter o privilégio de ter um asteroide batizado com seu nome. A política e ativista estadunidense Alexandria Ocasio-Cortez, 29 anos, também faturou o troféu e tem um asteroide para chamar de seu.

Ocasio é detentora do recorde de mulher mais jovem a ocupar um assento na Câmara dos Representantes nos Estados Unidos, tendo assumido o posto aos 28 anos. Ela batizou o asteroide de 23238 Ocasio-Cortez.

“É verdade! Ciência foi minha primeira paixão”, escreveu ela em seu perfil oficial no Twitter em 12 de junho de 2018. A ativista também disse que a Intel Isef foi entregue em “reconhecimento aos experimentos realizados no Sinai Health System”, em Nova York.

O corpo celeste foi descoberto em 20 de novembro de 2000 pelo Observatório Lincoln.