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Fotógrafa faz ensaio para melhorar autoestima de jovens com síndrome de Down no RSFotógrafa faz ensaio para melhorar autoestima de jovens com síndrome de Down no RS

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Publicado em 04/03/2019, Por G1/RS

Para melhorar a autoestima de crianças e adolescentes com síndrome de Down, uma fotógrafa do Rio Grande do Sul decidiu promover ensaios fotográficos especiais. Em cinco anos de trabalho, Mari Schmitt já fotografou mais de 50 portadores da condição genética.

É por meio das redes sociais que é feita a divulgação das inscrições. Em cada sessão, ela recebe cerca de 10 participantes que posam para suas lentes fantasiados de personagens como bailarinas, médicos, empresários e músicos.

"Eu queria ter uma especialização e criar algo diferenciado. Procurei trabalhar com pessoas especiais, mas no mercado não havia nenhum curso ou workshop. Foi aí que eu tive a iniciativa do projeto, que foi uma maneira de eu ter contato direto com essas pessoas", explica Mari.

Uma das maiores fãs do trabalho da fotógrafa é a Natália, que já participou de três ensaios. "É uma iniciativa muito boa, melhora a autoestima deles, para eles é tudo de bom", afirma Vera Lucia Dutra Moreira, mãe da modelo.

Para Felipe, de 16 anos, foi a primeira vez em frente às câmeras, e ele adorou. "Passou a semana toda falando das fotos, a semana todinha. Depois, vamos imprimir e fazer um mural em casa", afirma o aposentado Venicio Zeferino, que estava acompanhando o adolescente.

As fotos vão fazer parte de uma exposição que será montada em escolas de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O objetivo é usar as imagens para discutir a importância da inclusão de pessoas com síndrome de Down na sociedade.

"É muito bom esse projeto da Mari para realmente mostrar que eles podem, que eles têm sua beleza, como ouvi uma outra mãe falando", afirma Vera Ione Rodrigues, mãe do João Vicente.

"É uma coisa muito bacana divulgar a inclusão para todo mundo porque essas pessoas estão aqui do nosso lado. Temos que nos dar conta disso e essa é uma forma de demonstrar que elas estão aqui, que têm vontades, gostos", afirma a pedagoga Maura Reis dos Santos.