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Menina de 5 anos ganha boneca deficiente visual e aprende sobre diversidade brincandoMenina de 5 anos ganha boneca deficiente visual e aprende sobre diversidade brincando

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Publicado em 19/02/2019, Por Razões para Acreditar

A menina Lívia tem 5 anos e ficou fascinada com a gaiteira Natalia Guastuci, que é deficiente visual. Lívia mora em Sapucaia do Sul, Rio Grande do Sul. Ela conheceu Natalia pela televisão, no “Desafio Farroupilha”, promovido pela RBS. Encantada, a menina queria saber como era possível Natalia tocar maravilhosamente bem sem enxergar.

“Ela ficou muito chocada quando eu disse que a menina usava óculos porque ela não enxergava. E aí ela queria saber como a Natalia conseguia tocar sem enxergar”, disse a mãe de Lívia, Grayce Bandeira Pedro, em conversa com o Razões para Acreditar.

Grayce explicou que não é por que uma pessoa tem limitações que ela não é capaz de fazer algo que deseja muito. A conversa evoluiu para outra pergunta: “Existe boneca cega?”. Grayce respondeu que sim, mas sem saber se de fato existia uma boneca deficiente visual.

O tempo foi passando até Grayce descobrir que uma colega de trabalho, Lia Oliveira, tinha criado uma marca de bonecos para a diversidade, chamada Geppretta. Grace não pensou duas vezes: pediu para Lia fazer uma boneca deficiente visual para a filha.

“Fiquei pensando de que forma poderia trazer pra Lívia a convivência com alguém ou algo que pudesse mostrar pra ela que é possível fazer as coisas de forma natural tendo alguma deficiência. Aí eu pedi pra Lívia fazer a boneca.”

Lia e Grayce decidiram juntas as características da boneca: inspirada na gaiteira Natalia. Lívia ficou eufórica quando ganhou a boneca e a associação com Natalia foi instantânea. “Foi engrandecedor pra mim materializar uma boneca tão especial, que traz uma mensagem linda de representatividade”, lembra Lia.

“Pensei muito, busquei inspiração nas fotos da própria Natalia. Quando a boneca ficou pronta, entrei em contato com a Grayce, que teve a ideia de pedir pra própria Natalia enviar um vídeo pra Lívia.”

Exatamente, tinha mais uma surpresa para Lívia! Grayce conseguiu o contato de Natalia e pediu pra ela enviar um vídeo para Lívia. “Oi, Lívia, tudo bem? Eu sou a Nathália que aparece na tevê, sabia? Olha, me disseram que tu é uma criança muito bonita. Eu queria muito te conhecer! Um beijo!”, falou Natalia no vídeo.

Isso tudo com o propósito de apresentar o tema da diversidade para Lívia de maneira lúdica. “Ela tem cinco anos e o que eu quero é que elas cresçam com a naturalidade da diversidade na nossa vida. Que elas não cresçam vendo uma pessoa com deficiência como um coitado. Mas que olhem pra essa pessoa e saibam que é uma pessoa que tem uma deficiência, mas que é uma pessoa como a gente”, explica Grayce, que foi mãe recentemente pela segunda vez, de mais uma menina.

A própria Natalia assina embaixo disso tudo!

“Eu achei lindo! Tanto a atitude da Lívia quanto da mãe dela, que incentivou esse desejo de ter a boneca. Os adultos devem mostrar às crianças desde cedo que todos nós somos iguais independente das nossas deficiências ou qualquer outra coisa. Eu achei muito bonito e legal também a Lia ter feito esse trabalho!”

 

Geppetto x Geppretta

Tudo começou com o desejo de Lia de ter uma boneca com a sua cor. Ela mostrou a boneca no grupo de diversidade e inclusão da empresa e a própria Grayce disse que poderia virar negócio. Lia pensou muito e decidiu investir na ideia.

“E assim como o Geppetto criou o Pinóquio, que virou um menino, a Geppretta teve essa inspiração com o toque da cor. Geppetto criou um boneco que contava mentiras; a Geppretta faz bonecos que contam verdades”, afirma Lia, explicando de onde vem o nome da marca.

Junto com cada boneca ou boneco, ela envia uma cartinha perguntando qual história aquele boneco ou boneca vai ajudar a contar. “A Geppretta é isso, uma criadora de bonecos e histórias. Criei para fazer as pessoas se enxergarem.”

Os pedidos podem ser feitos pela página da Geppretta no Instagram. É para crianças, mas também para adultos que cresceram sem um boneco ou boneca em que se sentissem representados.

 

Créditos: Reprodução/ Grayce Bandeira Pedro, Lia Oliveira e Natalia Guastuci