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Nomofobia | Quando o vício no celular vira doençaNomofobia | Quando o vício no celular vira doença

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Publicado em 31/07/2020, Por Correio do Povo

Os smartphones fazem parte da nossa rotina. Através deles nos comunicamos, nos mantemos informados e para muitas pessoas eles também servem como instrumento de trabalho. É difícil imaginar nossa vida sem os aparelhos. Porém, você sabia o medo de ficar sem o celular, quando exagerado, pode virar uma doença? É a nomofobia, patologia que já foi codificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e vem tendo um crescimento excessivo.

Segundo o psiquiatra Pedro Marcelino, quando as pessoas têm essa enfermidade, o medo de ficar sem sinal, bateria ou até mesmo internet no celular é exagerado e irracional. “É preocupante em todas faixas etárias, especialmente entre os mais jovens, que já nasceram inseridos na era digital. Jovens adultos, entre 18 e 24 anos, tendem a ser os mais viciados em celulares por conta da necessidade de aceitação social, a qual é ‘medida’ pelo número de likes e visualizações em suas redes sociais”, explica o médico.

Pedro destaca que alguns sintomas da nomofobia são irritabilidade e impaciência e, em casos extremos, até sintomas físicos como taquicardia e sudorese. “As consequências desse problema podem ser ansiedade, insônia, isolamento social e sintomas depressivos”, alerta.

Como saber se eu estou exagerando no uso do celular? O psiquiatra ressalta que temos de ficar atentos aos seguintes sinais: checar o celular a cada dois minutos, de forma obsessiva; ter a impressão de que a toda hora o celular está tocando; mentir sobre o tempo que gasta no celular; ficar com o humor alterado e apresentar irritação sempre quando o sinal da internet desaparece; tentar diminuir o tempo na internet sem êxito.

 

Como evitar a dependência

Existem maneiras de aliviar os sintomas e a dependência nos smartphones? Pedro dá algumas dicas que podem ajudar nessa tarefa:

• Quando for utilizar o celular por algum motivo que demande um período prolongado, estabeleça o tempo exato de uso;

• Em reuniões ou conversas com amigos e familiares presencialmente, evite o uso do aparelho;

• Troque aquele papo digital, por encontros reais: marque jantares com familiares, saia para shopping com amigos, para conversar e se distrair sem o uso do smartphone;

• Pratique esportes e atividades externas;

• Evite dar aquela “checada” nas redes sociais durante as refeições;

• Desligue o celular ao deitar-se ou antes de dormir.

• Procure outras formas de lazer, como escrever, ler ou tocar um instrumento musical.

O psiquiatra alerta que, caso seja percebido que isso está de alguma forma atrapalhando sua vida ou rendimento nas suas atividades e que não está conseguindo controlar por conta própria, é importante procurar ajuda profissional.

(FOTO: CANVA)