Envie seu whats:
(54) 99664-0955

MEGA NEWS Ver +


Para 52% dos universitários no RS, qualidade das aulas piorou com ensino remotoPara 52% dos universitários no RS, qualidade das aulas piorou com ensino remoto

Compartilhe:
Publicado em 28/07/2020, Por GaúchaZH

A necessidade de adaptação emergencial de muitas universidades para oferecer ensino de forma remota durante a pandemia levou a maioria dos alunos no Rio Grande do Sul a perceberem queda de qualidade nas aulas. Para 52% dos estudantes do Ensino Superior, houve significativa piora na transmissão de conteúdo neste período. Os dados fazem parte da pesquisa "O comportamento do aluno de Ensino Superior presencial durante a pandemia", divulgada nesta terça-feira (28) pela instituição de crédito universitário PraValer.

Foram entrevistados 955 estudantes de instituições particulares de Ensino Superior em todas as regiões do Brasil sobre EAD, qualidade das aulas, renovação de matrícula e o tempo de estudos na modalidade virtual. Apesar de identificarem uma queda na qualidade das atividades, a maioria dos alunos quer continuar matriculada: 72,82% dos entrevistados informaram que pretendem renovar matrícula no próximo semestre.

Para Rafael Baddini, sócio-diretor da PraValer, isso mostra que, mesmo diante das dificuldades, os alunos estão otimistas com o futuro e querem continuar os estudos.

— Ninguém perdeu a noção de que o Ensino Superior é importante e pode mudar suas vidas — explica o economista.

O levantamento aponta que a experiência com educação a distância – ainda que em moldes diferentes do EAD tradicional, em modelos implementados às pressas – não agradou a todos. Entre os alunos entrevistados em todo o Brasil, 72,16% preferem que as aulas voltem a ser totalmente presenciais, enquanto 22,48% informam que gostariam de um modelo híbrido, reunindo tanto o ensino presencial quanto o EAD. Já no Rio Grande do Sul, a preferência pelo modelo 100% presencial é menor: 59% dos universitários gaúchos ouvidos no levantamento querem o retorno das aulas tradicionais, enquanto 32% preferem um modelo híbrido.

Baddini explica, a partir das observações dos estudantes de Ensino Superior, que um modelo híbrido que funcione deve buscar soluções para algumas das principais questões apontadas como obstáculos pelos alunos: a falta de contato humano, os problemas didáticos e a mudança comportamental identificados neste período.

— A mudança abrupta para o modelo remoto provocou uma desconfiança no aluno quanto a qualidade, disciplina e contato social disponíveis no modelo atual. O aluno ficou com um pé atrás em relação ao modelo a distância — afirma ele.

Para 75,89% dos entrevistados, essa foi a primeira experiência com ensino remoto – já no Rio Grande do Sul, esse total é menor, contemplando 61% dos universitários ouvidos na pesquisa. Entre os principais pontos negativos apontados estão a ausência de contato com colegas e professores, a utilização de uma plataforma de estudos ruim, a falta de um local adequado para estudar e a dificuldade para manter a disciplina.

Já os pontos positivos incluem mais tempo para a a família, a possibilidade de estudar de qualquer lugar, o horário flexível e o valor menor da mensalidade – muitas vezes, reduzido pelas universidades para conter a evasão.

(FOTO: CANVA)