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Supercomputador da IBM indica possíveis tratamentos para a COVID-19Supercomputador da IBM indica possíveis tratamentos para a COVID-19

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Publicado em 24/03/2020, Por Canaltech

Cientistas do Laboratório Nacional de Oak Ridge, no Tennessee-EUA, identificaram 77 possíveis tratamentos e, quem sabe, uma vacina para o novo coronavírus. Essa descoberta foi possível graças ao computador mais rápido do mundo, o Summit, da IBM. Com ele, os pesquisadores fizeram simulações com oito mil substâncias e a máquina teve o trabalho de identificar quais medicamentos eram mais eficazes para impedir a reprodução do coronavírus.

Importante ressaltar, porém, que o computador da IBM não descobriu uma cura para a COVID-19. O diretor do laboratório no Tennesse, Jeremy Smith, declarou, no entanto, que sua equipe está esperançosa quanto às descobertas do computador e em como elas podem contribuir para estudos futuros, uma vez que, agora, há um caminho mais indicado para ser seguido, já que 77 substâncias é um número bem mais palpável de se investigar.

"Nossos resultados não significam que encontramos uma cura ou tratamento para o coronavírus. Temos muita esperança, no entanto, de que nossas descobertas computacionais informem estudos futuros e forneçam uma estrutura para que outros cientistas as usem para investigar melhor esses compostos", disse Jeremy Smith, diretor do Centro Nacional de Laboratório de Biofísica Molecular de Oak Ridge, em comunicado.

Além dos tratamentos, a pesquisa poderia ajudar os pesquisadores a desenvolverem uma vacina para o vírus.

 

O que o supercomputador descobriu, afinal?

O Summit da IBM encontrou substâncias que poderiam desativar proteína que o vírus usa para infectar as células hospedeiras. Ao tornar a proteína ineficiente, o vírus não conseguiria se espalhar, portanto, a doença não se instalaria. Os pesquisadores fizeram a simulação de como as partículas da proteína reagiriam a diferentes substâncias, chegando, depois, a 77 resultados para sete alternativas mais promissoras.

Depois de chegar a esse número de substâncias, os pesquisadores planejam fazer uma nova roda de simulações com outros modelos de proteína do novo coronavírus que tenham sido identificados por outros cientistas.