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Como perceber se o animal de estimação está passando mal por causa do calorComo perceber se o animal de estimação está passando mal por causa do calor

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Publicado em 05/02/2020, Por GaúchaZH

O calor pode matar um animal de estimação. Não é só uma possibilidade. Os efeitos das temperaturas altas podem fazer estragos terríveis aos pets, podendo até mesmo levá-los à morte. E isso acontece todos os anos. Conheça situações do dia a dia que se tornam potenciais atentados contra a vida do seu bichinho e saiba o que fazer ao perceber que seu mascote está passando mal:

Passarinhos

Se você tem o costume de colocar o canarinho para fora da casa todas as manhãs, tenha em mente que o local deve, obrigatoriamente, ser isento de raios solares durante todo o dia. Pode acontecer de você receber uma notícia ruim e ter de sair de casa às pressas, por exemplo, e a gaiola ficar esquecida do lado de fora. Tenha cuidado ao selecionar lugares diferentes para deixar seu canarinho, e isso vale para qualquer animal que habite gaiolas móveis.

Coelhos

Para quem iniciou a experiência de ter um coelhinho de estimação neste ano e passa agora pelo primeiro verão, cuidado! São animais particularmente sensíveis ao calor, podendo morrer independente de estarem em contato direto com o sol. Coelhos têm dificuldade para manter a temperatura corporal em dias muito, muito quentes, e é necessário prever conforto térmico para que seu organismo não entre em colapso.

Cachorros e gatos peludos

Alguns tutores se surpreendem com a freqüência com que seus cães se tornam ofegantes, mesmo estando sob lajotas frias e à sombra. O que acontece é que esses mascotes podem estar sofrendo com os pelos. Raças como Lhasas, Shih-tzus, Goldens, Yorshires, Lulus e Pastores de Shetland são exemplo disso.

Se você não quer tosar o pelo, os cuidados devem ser redobrados porque os cachorros realmente estão passando por desconforto. Gatos peludos também sofrem com as altas temperaturas, mas por gozarem de maior liberdade pela casa, costumam, de antemão, procurar locais onde se sentem mais confortáveis.

 

Objetos perigosos

Coleiras vai-e-vem e correntes

O vai-e-vem (aquele arame que permite ao cachorro estar preso, mas com a liberdade de se movimentar de um lado para o outro do pátio) deve estar obrigatoriamente com uma de suas extremidades em local fresco e com água abundante. Algumas pessoas fixam o vai-vem sem um estudo prévio a respeito da posição solar sobre a qual o cachorro ficará exposto boa parte do dia. Verifique a topografia do terreno e facilite um abrigo à sombra para os horários quentes. O mesmo cuidado vale para cães de guarda presos a correntes.

Casinha do cachorro

Ainda complementando os cuidados com o vai-e-vem e correntes, saiba que não basta oferecer ao seu mascote uma casinha para se proteger dos raios solares. Isso porque, dependendo do material dela, o interior pode ficar tão abafado que melhor seria ficar do lado fora. O cuidado não se limita a oferecer ao mascote um local isento de raios solares diretos. Deve-se estar atento ao calor. Sendo assim, ambiente quente e abafado, como a sacada, pode ser potencialmente perigoso. Por isso pode ser interessante deixá-lo na sombra da garagem, por exemplo,  ou em uma superfície fria como lajotas, desde que devidamente protegidas do sol.

 

| Situações que deixam seu mascote ofegante:

Atenção às situações comuns que podem por seu mascote em risco em dias muito quentes:

usar focinheira;

usar secador de cabelo;

deixá-lo preso no carro;

faltar água;

excesso de esforços físicos ou exercícios.

No ambiente descontraído da praia, talvez você não se perceba de imediato que seu cachorro está passando mal com o calor. Alguns apenas se mostram arfantes, mas pode haver casos de o cão cair quando tenta ficar em pé e não raro mostrar sinais de confusão mental. Em um primeiro momento, tutores podem achar normal o cachorro estar com a língua de fora e não cessam por completo a exposição ao calor.  Lembre-se de que cães obesos, velhos e filhotes tem um metabolismo diferente. Eles sofrem com as altas temperaturas mais do que você imagina, pois a resistência deles é muito inferior a nossa, seres humanos e adultos.

 

O que fazer quando seu cachorro estiver passando mal

Se ao chegar na casa você encontrar o cão ofegante demais ou até mesmo “desmaiado” , saiba que se trata de uma emergência. Assim sendo, atendimento especializado e imediato se faz necessário.

Se a ajuda estiver distante, refrigere o animal ofegante oferecendo água - não gelada - mesmo que ele refugue o líquido. Ofereça a ele em pequenas quantidades, mas frequentes, algo como em cada 15 minutos até receber ajuda especializada. Simultâneo a isso, borrife água fria no corpo dele - e isso inclui ponta de orelhas e patas, deixando-o em ambiente fresco.

Animais inconscientes também precisam ser refrigerados, mas sem causar choque térmico. Meter esses animais chuveiro frio abaixo pode ser tão prejudicial quanto o calor. O animal que perde os sentidos deve ser enrolado em toalha molhada com água fria e ser conduzido ao tratamento veterinário sem demora, pois os danos causados nos órgãos devido a essa situação podem se tornar irreversíveis.

 

FOTO: SOLOVIOVA LIUDMYLA / STOCK.ADOBE.COM